quarta-feira, 29 de julho de 2009

SEMANA 5 - FEBRE - CAPÍTULO 3



O que é importante vc relatar ao seu pediatra, em casos de febre:

1. Idade: a faixa de risco maior para o seu filho é a menor de 3 meses e, principalmente o período neonatal (até 28 dias- sempre tem que ser internadas)
2. Intensidade da febre: se ela chegou a
39,5 ºC, e se ocorreu hipotermia (abaixo de 36 ºC).
3. Associação de febre com tremores de frios (diferenciar
de simples calafrios ou abalos musculares).
4. Apetite: diminuição evidente.
5. Alterações do comportamento: irritabilidade acentuada,
sonolência exagerada, apatia, choro inconsolável,
choramingação, alucinações, gemência. Relatar ou anotar se
após a diminuição da febre, conseguida através de

antitérmicos, ocorre uma melhora evidente da disposição
ou a criança permanece muito abatida. A gemência é um sinal de alerta.
6. Outros sintomas localizatórios: coriza, secreção nasal,
espirros, tosse (seca ou com peito cheio), chiado e falta de ar (brônquios),
vômitos e diarréia (tubo digestivo) dor de cabeça
(leve, inespecífica ou acentuada, acompanhada de rigidez de nuca,por acometimento do
sistema nervoso central).
7. Duração do episódio febril.
Atenção: procurar determinar, com a precisão possível,
o momento presumido do início da febre e a persistência ou não da febre acima ou igual a 38ºc após 3 hs do antitérmico.

8. Se usou antibiótico ou esteve internado a menos de 30 dias ou se a febre persiste ou ressurge após 72hs de uso de antibiótico.


Observações importantes:


As infecções virais têm “direito” a 72 hs de febre
(adenovírus podem causar febre um pouco mais prolongadas).
Ultrapassados os três dias, sugere infecção urinária em
crianças abaixo de dois anos, sem outros sintomas;
mas se a febre prolonga mais de5 dias em caso de infecção de gripe, é provável uma contaminação bacteriana (rinossinusite-
otite), sendo necessário antibióticos.`

É praticamente impossível o profissional de saúde dar diagnóstico em crianças com febre sem associaçao de outros sintomas, com menos de 24 hs de evolução. Na maioria das vezes os outros sintomas surgem após 24 hs, geralmente coriza e tosse, caracterizando gripe. Se o sintoma demora 48 hs, pode surgir diarréia e/ou vômitos, o que pode caracterizar uma gastrenterite virótica. Se o sintoma aparece após 72 hs, geralmente surgem manchas vermelhas no corpo, também por vírus. É claro que os pais não devem esperar as 24 hs para visitarem o profissional se a febre for maior ou igual a 38,5ºC de dia ou maior que 38,8ºC à noite e se a criança for menor de 3 meses de idade. Convém a criança ser avaliada após 24 hs, seja com qualquer grau de febre, principalmente se não surgirem outros sintomas. Se for gripe em criança maiores de 3 meses ,com menos de 38,5ºC de temperatura axilar, ela poderá ser medicada por telefone.

PARABÉNS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!1

HOJE ESTAMOS COMPLETANDO 1 MÊS DE BLOG, COM MUITA DISPOSIÇÃO PARA CONTINUARMOS A ORIENTAR E AJUDAR TODOS A ENTENDEREM MELHOR ESTE SER TÃO ESPECIAL QUE É A CRIANÇA!

terça-feira, 28 de julho de 2009

SEMANA 5 - FEBRE - CAPÍTULO 2



Como medir a temperatura?
O instrumento padrão para a medida da temperatura
corpórea é o termômetro clínico de vidro com mercúrio.
A literatura internacional, principalmente a americana,
adota a temperatura retal, considerada mais precisa para
aferir a temperatura interna do organismo.
Técnica: introduzir o termômetro no reto a 5 cm no
lactente, e a 7 cm no adolescente, por dois minutos.
A temperatura bucal (também preferida pelos americanos,
mas que não é fácil em crianças e acarreta algum risco)
é medida colocando-se o termômetro sob a língua, com a
boca fechada e aguardando-se três a cinco minutos para a
leitura.
Em nosso meio, o método universalmente aceito e
culturalmente incorporado é a temperatura axilar, que,
embora não tão precisa como a retal, satisfaz plenamente
para propósitos clínicos.
Técnica: enxugar a axila (se houver suor), colocar
o termômetro na axila e manter o braço firmemente apertado
no tórax por 3 minutos. Para nova medida deve-se sacudir o termômetro até que a escala do mercúrio desça à base.
O período mais difícil de se medir a temperatura axilar em crianças é o de 1 a 2 anos, quando a criança faz muita birra. Seja firme e segure a criança mostrando que não está satisfeito com aquela atitude e, diga que aquilo é necessário para o bem dela.
E se o termômetro de vidro quebrar? Em contato com a
pele ou se for deglutido, o mercúrio não acarreta perigo.
Mas o mercúrio é volátil, mesmo em temperatura ambiente,
e é tóxico quando inalado.
O termômetro digital é bastante usado nos hospitais e clínicas, pois se mostraram confiáveis ao longo do tempo. É claro que necessitam, assim como os de mercúrio, do teste pelo Inmetro. Eles funcionam transformando energia térmica em elétrica, através de um detector de resistência elétrica chamado resistor, acionando o indicador de temperatura corporal de acordo com o valor desta resistência.
A temperatura da membrana timpânica tem a vantagem
da comodidade e rapidez, mas requer termômetro timpânico.
É mais elevada do que a temperatura axilar, em média
0,5 ºC, mas com grande variação, inclusive entre as medidas
dos dois ouvidos. Tem sensibilidade para detectar
febre, mas convém sempre usar o mesmo ouvido e repetir a
medição, e até conferir as febres elevadas com o termômetro
de mercúrio.
Chupetas temperatura-sensíveis têm sido propagadas
para identificar febre em lactentes doentes, mas são ineficientes
e, portanto, não recomendáveis. Com a crescente microminiaturação dos circuitos eletrônicos, é bem possível que, dentro de poucos anos, os profissionais de saúde meçam a temperatura com o termômetro na ponta do dedo dos pacientes.

A mãe é capaz de identificar a febre em seu filho sem
o uso de termômetro, ou esta informação deve ser recebida
com reservas?

Eyzaguirre e alunos, no Chile, chegaram à
conclusão: a palpação materna do filho é método
útil e confiável de detecção de febre, que não deve ser
subestimado. Confirma-se a noção pediátrica clássica de
que a observação da mãe deve ser sempre levada em conta.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

SEMANA 5 - FEBRE - CAPÍTULO 1


O que é febre?
Febre é a elevação controlada da temperatura do corpo
acima dos valores normais para o indivíduo.
Esta definição implica em se estabelecer o que é temperatura
normal, tarefa não simples, porque a temperatura
normal varia, dentro de certos limites, de acordo com
alguns fatores conhecidos:
– idade: o lactente apresenta uma temperatura normal
maior que a do adulto; a partir de 1 ano de idade, a
temperatura tende a diminuir para níveis semelhantes ao
do adulto. A temperatura é mais elevada no sexo feminino
e se altera com o ciclo menstrual;
– variação circadiana: a temperatura é mais baixa pela
madrugada (3 horas) e no início da manhã, e é máxima
no final da tarde (17 horas) e no início da noite. Esta
diferença já se nota a partir dos 6 meses de idade
(0,5 ºC), e se acentua a partir dos dois e especialmente
seis anos de idade (0,9 – 1,1 ºC);
– atividade física intensa e temperatura ambiental elevada,
em local pouco ventilado, podem acarretar elevação
da temperatura;
– local de medição: a temperatura retal é maior do que a
bucal, e esta é maior do que a axilar.
Desse modo, não se pode falar numa temperatura normal,
mas numa faixa normal e em limites superiores da
normalidade.
A temperatura axilar normal varia de 36,5 ºC pela
manhã a 37,5 ºC à tarde; a temperatura bucal é aproximadamente
0,5 ºC a mais do que a axilar, e a retal 0,8 a 1 ºC maior
que a axilar, ou seja, 38,3ºC, podendo atingir até 38,5 ºC.
Assim, pode-se definir febre como a temperatura axilar
acima de 37,5 ºC, ou retal acima de 38,3 ºC , sendo
que no 3º mês de vida o limite da retal atinge 38,5 ºC .

Observação: para transformar ºF em ºC, reduza 32 da
temperatura em ºF, divida o resultado por 9 e multiplique
por 5. Exemplo: 100,4 ºF = 100, 4 – 32 = 68, 4 ÷ 9 = 7,6 x
5 = 38 ºC.


Qual é o mecanismo da febre?
A temperatura corpórea é regulada pelo centro termorregulador,
localizado no hipotálamo anterior, e que funciona
como termostato, ao qual compete manter o equilíbrio
entre produção e perda de calor (o termostato age mais
controlando a perda de calor), mantendo a temperatura
interna em aproximadamente 37 ºC.
Na febre, o termostato é reajustado – o centro regulador
eleva o ponto de termorregulação (set point) da temperatura
para um patamar mais elevado.
Seqüência patogenética na febre: agentes infecciosos
(micróbios – bactérias, vírus, fungos ou suas toxinas) ou
não infecciosos (tóxicos, drogas, antígenos) funcionam
como pirógenos exógenos, os quais induzem as células
fagocíticas (macrófagos e outras) a produzirem substâncias
de natureza protéica (IL 1, IFNd, FNT, IL 6). Estas são
chamadas de pirógenos endógenos, os quais estimulam a
produção de prostaglandinas (PGE2), que atuam no centro
termorregulador, elevando o patamar de termorregulação e
resultando na febre. A produção da PGE2 é controlada por
enzimas, as cicloxigenases2.
A febre deve ser distinguida da hipertermia, na qual há
aumento da produção ou diminuição da perda de calor, sem
alteração do set point.
Pode ocorrer, quando há excesso de calor ambiental,
incluindo excesso de agasalho (principalmente em recém nascidos), exercício físico intenso,
desidratação hipernatrêmica (principalmente em recém nascidos).


A febre, em si, é danosa ou benéfica ao
organismo? É um amigo ou um inimigo?
A febre é um inimigo... mas nem tanto, porque:
– a febre aumenta o consumo de oxigênio e prejudica o
rendimento cardíaco,
... mas isso só tem relevância clínica em crianças muito
debilitadas, em pneumonias graves, em que se acentua
a hipoxemia, e nos cardiopatas;
– a febre pode causar convulsão,
... mas só em febres de instalação súbita, em crianças de
seis meses a três anos, geneticamente predispostas;
além disso, hoje se sabe que as convulsões febris,
embora indesejáveis, não acarretam o risco de lesão
cerebral; ainda mais, as crianças de mais de um ano de
idade e que já passaram pelo teste de ter algumas febres
acima de 38,7 ºC e não tiveram convulsão dificilmente
estão expostas a esse desagradável evento;
– a febre alta pode causar lesão cerebral,
... mas isto só ocorre com febre acima de 41,5 ºC, o que
não ocorre se a criança está usando antitérmicos;
– a febre se associa com outros sintomas que causam
desconforto: dor muscular, irritabilidade, mal-estar,
fraqueza e baixa de apetite,
... mas isso depende da criança, da causa e da intensidade
da febre – o uso de antipiréticos alivia a dor, mas
não atua sobre a fraqueza e o apetite (mediadas pelos
pirogênios endógenos).

A febre é um amigo... mas nem tanto, porque:
– existem evidências experimentais, em animais e humanos,
de que temperaturas elevadas estão associadas à
redução da reprodução microbiana e viral e ao estímulo
da atividade imunitária,
... mas não existe demonstração clínica convincente de
que a terapia antipirética aumenta o risco ou piora a
evolução das infecções virais ou bacterianas comuns;
– a curva febril auxilia o diagnóstico,
... mas um antitérmico dado num pico febril não produz
alterações significativas;
– o antitérmico pode mascarar a gravidade da doença,
... mas é o contrário: nos casos duvidosos, com toxemia
moderada, o reexame da criança após o efeito de uma
dose de antitérmico pode determinar se o caso é realmente
grave (a criança continua muito abatida) ou é
benigno (a disposição da criança apresenta melhora
evidente).

sexta-feira, 24 de julho de 2009

SEMANA 4 - PRIMEIROS SOCORROS -PARTE 2 - ÚLTIMO CAPÍTULO.



Técnica para reanimação cardiorrespiratória
• Peça para alguém buscar atendimento médico ou o resgate do
Corpo de bombeiros (193) ou o SAMU (192) e inicie imediatamente a reanimação.
• Com a criança deitada de costas em uma superfície dura e
plana, ajoelhe-se ao lado dela.
• Se o peito estiver coberto, descubra-o.
• Localize no peito da criança (entre os mamilos), um osso largo
que une as costelas que chama-se esterno.
• Escorregue os dedos (em direção ao estômago) até achar o final
desse osso.
• Localizada essa ponta final do osso, meça dois dedos de largura, acima dele e, imediatamente
acima desta medida, coloque a outra mão, apoiando somente a polpa.
• Afaste os dedos da mão das costelas da criança para evitar fraturas.
• Mantenha o braço esticado e faça pressão sobre o tórax da criança.
• Alivie a pressão totalmente, sem perder o contato da mão com o peito da criança.
• Reinicie o procedimento (que é chamado de Massagem
Cardíaca).
• Se você estiver reanimando o acidentado sozinho, lembre-se
de que para cada 15(quinze) massagens cardíacas são
necessárias duas ventilações.
• Se você tiver o auxílio de outra pessoa, uma ficará
encarregada da massagem cardíaca e a outra da
ventilação, neste caso a proporção é de 1 (uma) ventilação
para cada 5 (cinco) massagens.
• A cada minuto é necessário checar se a pulsação voltou,
pois a reanimação cardiorrespiratória é um procedimento de
emergência, sendo indispensável a ida ao hospital depois que
a criança recuperar a pulsação e a respiração.
• Se normalizada a respiração e a pulsação, mantenha a vítima
aquecida, usando casacos ou toalhas e transporte-a para um
serviço médico.
• IMPORTANTE! EM BEBÊS ATÉ 1 ANO EXISTE VARIAÇÃO NA
TÉCNICA:
• No procedimento da respiração boca-a-boca, cobre-se a boca
e o nariz do bebê com a boca do socorrista.
• A quantidade de ar a ser insuflada no bebê deve ser menor,
não havendo necessidade de tomar fôlego, neste caso usamos
somente o ar da bochecha.
• Na massagem cardíaca para bebês devemos utilizar apenas 2
dedos.
• Para achar a posição correta colocamos 3 dedos a partir da linha do centro dos mamilos e
retiramos o dedo de cima, assim teremos a posição correta a ser aplicada a pressão.
• Normalizada a respiração e a circulação, mantenha-o aquecido, usando casacos ou toalhas,
e leve-o ao hospital. Se não estiver recuperando a pulsação ou respiração, não interrompa a
reanimação até a chegada do resgate.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

SEMANA 4 - PRIMEIROS SOCORROS PARTE 2



Convulsões


As principais características do problema são cabeça
rígida, olhos revirados e corpo se batendo. Observe a
respiração e vire a cabeça da criança para o lado, caso
haja líquidos na boca. Se ela usar aparelho ortodôntico
móvel, retire-o rapidamente. A causa da convulsão pode
ser uma febre muito alta. Assim, tente diminuir a
temperatura do pequeno, resfriando seu corpo com toalhas umedecidas em água fria, podendo
ser gelada nos braços e pernas. Estes procedimentos talvez permitam que a febre diminua um
ou dois graus, o que poderá encerrar a convulsão. Se a criança não apresenta febre, a causa pode
ser de outra origem. Siga as orientações anteriores (exceção ao resfriamento do corpo) e tão logo
quanto possível procure atendimento médico.


Importante:
Durante uma convulsão, é preciso ficar atento ao risco de a criança machucar a sua cabeça.
Proteja a região para evitar que outro problema aconteça. Nunca tente puxar a língua da criança.
A visita do médico é necessária para esclarecer os motivos do problema, afastando as hipóteses
de meningite ou abscessos cerebrais.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

SEMANA 4 - PRIMEIROS SOCORROS - PARTE 2



Desmaios


A primeira providência é garantir que a criança respire.
Inconsciente, ela pode ter as vias respiratórias bloqueadas por
saliva, vômito, sangue ou aparelhos ortodônticos. Para resolver
o problema, abra a sua boca, puxe com firmeza, mas
delicadamente, a sua mandíbula para a frente e incline sua
cabeça para trás. Isto afasta a língua do fundo da garganta e libera a passagem de ar. Depois,
coloque-a com a cabeça para o lado, facilitando a saída dos líquidos ou vômitos que ainda estejam
em sua boca.

Importante:
Percebendo que a criança vai desmaiar, ajude-a a se apoiar em uma cadeira ou cama e eleve suas
pernas, com as roupas afrouxadas. Diga-lhe para respirar profundamente. Estes procedimentos
podem ser suficientes para fortalecê-la.

Não coloque a cabeça abaixo do nível do coração, pois se o desmaio tiver sido por hemorragia intracraniana ou trauma na cabeça, isto agravará o caso.

Se a criança apresentou queda súbita de pressão por dor ou sangramento, o pulso estará mais acelerado e as extremidades frias. Vale a pena colocar um dedo de sal na boca da mesma, aquecê-la e, tentar medicá-la com analgésicos comuns até que o médico a veja.